Mecanismo protege contra a malária
Uma equipe do Instituto Gulbenkian Ciência (IGC), de Portugal, liderada por Miguel Soares, descodificou o mecanismo presente na anemia falciforme que confere proteção contra a malária.
Ana Ferreira, pesquisadora do IGC, demonstrou que ratos geneticamente modificados para produzirem uma cópia de hemoglobina falciforme não desenvolveram malária cerebral. A hemoglobina falciforme tornava os hospedeiros tolerantes ao parasita da malária, porque confere um efeito protetor sem afetar a capacidade do parasita de infectar o hospedeiro.
O mecanismo molecular que justifica esse efeito de proteção é mediado pela enzima heme oxigenase-1, que produz monóxido de carbono que protege contra a malária cerebral. O gás impede que o parasita Plasmodium cause a reação que leva à morte do hospedeiro. Com esses resultados, os pesquisadores acreditam que esse mecanismo pode estar subjacente a outras doenças genéticas que afetam os glóbulos vermelhos e que conferem proteção contra a malária.
Fontes do artigo
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