"Assinatura" molecular indica doença de Alzheimer
Um estudo da Universidade do Leste da Finlândia sugere que a doença de Alzheimer é precedida por reações químicas identificadas no sangue, que atuam como se fossem uma "assinatura" molecular.
A análise poderia complementar as investigações cognitivas realizadas por médicos e ser usada para identificar pacientes com risco de desenvolver a doença e que necessitam de acompanhamento.
Foram estudadas 143 pessoas com problemas de cognição, 46 indivíduos saudáveis e 37 com a doença confirmada. No primeiro grupo, 52 desenvolveram o mal de Alzheimer 31 meses depois.
Os pesquisadores, liderados pelo professor Matej Oresic, verificaram que o sangue desses voluntários apresentava reações químicas relacionadas a alterações no cérebro que estão associadas à doença.
O mal de Alzheimer tem se mostrado um verdadeiro desafio para os sistemas de saúde e economias dos países desenvolvidos, uma vez que milhões de pessoas sofrem dessa doença e o número de novos casos diagnosticados cresce a cada ano.
A progressão dessa patologia ocorre de maneira gradual, com estágios subclínicos do mal possivelmente manifestados por décadas. O estado de pré-demência é caracterizado por sintomas sutis que podem afetar atividades complexas do cotidiano.
Fontes do artigo
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