Aspirado e biópsia de medula óssea

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Também chamado: Mielograma
Nome formal: Aspirado de medula óssea; biópsia de medula óssea

De relance

Por que fazer este exame?

Para avaliar os tipos, a quantidade e a maturidade das células na medula óssea, para avaliar as estruturas intersticiais da medula óssea, algumas vezes para colher uma amostra para exames mais específicos.

Quando fazer este exame?

Quando um paciente está anêmico sem uma causa aparente ou tem um problema que pode estar afetando a produção de células do sangue. Algumas vezes, quando o médico está investigando uma febre de origem desconhecida ou quando o paciente está imunodeprimido.

Amostra:

Uma amostra de medula óssea colhida com maior frequência no ilíaco (osso da bacia), algumas vezes no manúbrio ou esterno (ossos do centro do tórax), ou na tíbia (em bebês, o osso da perna, "canela").

É necessária alguma preparação?

Nenhuma

A amostra

O que está sendo pesquisado?

Aspirado e biópsia de medula óssea são procedimentos usados para colher e avaliar a medula óssea. Esta é um tecido mole e gorduroso encontrado dentro dos ossos centrais do corpo. Tem estrutura porosa, formada por uma rede fibrosa cheia de líquido que contêm células tronco, células do sangue em vários graus de maturação e elementos necessários para a produção de células do sangue, como ferro, vitamina B12 e folato. O aspirado de medula óssea colhe um líquido com células que podem ser avaliadas individualmente. A biópsia colhe um fragmento cilíndrico do osso que preserva a estrutura da medula óssea. Mostra a celularidade total e as relações entre as células da medula óssea e gordura e outros componentes.

A medula óssea produz hemácias, plaquetas e cinco tipos diferentes de leucócitos. O número produzido de cada célula depende do uso e da perda das células e da substituição contínua de células velhas. Por exemplo, as hemácias, que transportam oxigênio no corpo, têm uma vida normal de aproximadamente 120 dias. A medula óssea produz hemácias em um ritmo adequado para substituir as que são retiradas da circulação, mantendo um número constante no sangue. Sempre que o número de hemácias diminui, devido a sangramento ou hemólise, a medula aumenta a produção. Esse aumento persiste até que haja um número suficiente de hemácias em circulação ou até a capacidade máxima de produção da medula óssea ser atingida. Se a necessidade supera a capacidade de produção, um número maior de reticulócitos (hemácias imaturas) é liberado na circulação e o paciente torna-se anêmico, apresentando sintomas como palidez, fadiga e falta de ar, como consequência da diminuição de oxigênio no sangue.

Existem muitos distúrbios da medula óssea, como leucemias, deficiências de vitaminas e minerais, problemas hereditários e doenças como a anemia aplásica, que podem prejudicar a capacidade de produção adequada dos diferentes tipos de células do sangue e sua passagem para a circulação. Essas doenças podem afetar o número de células produzidas, a proporção entre elas ou suas funções. Alguns distúrbios podem causar deficiência de um ou mais tipos de células, e outros podem resultar em produção excessiva de um tipo ou de um clone específico, uma única célula que se reproduz sem controle.

Por exemplo, leucemia é uma neoplasia das células do sangue. Resulta da produção excessiva de um tipo de leucócito às custas de todos os outros tipos de células do sangue, e pode resultar em liberação de grandes quantidades de leucócitos imaturos na circulação. Esses leucócitos não combatem infecções, deixando o paciente vulnerável. Ocupam a medula óssea diminuindo a produção de hemácias, o que causa anemia, e de plaquetas, o que resulta em equimoses e facilidade de sangramento. Outros problemas, como deficiência de ferro, ou de vitamina B12 ou folato, provocam a formação de hemácias pequenas ou grandes, e com formas anormais, causando tipos específicos de anemias. Outro distúrbio, a mielofibrose, caracteriza-se por proliferação da rede fibrosa da medula óssea, alterando as contagens de células e gerando hemácias com formatos anormais.

O aspirado e a biópsia da medula óssea, como exames, incluem a colheita de amostras de medula óssea e sua avaliação ao microscópio. Especialistas, patologista clínico, anátomo-patologista ou hematologista, examinam lâminas com corte do material da biópsia ou com esfregaços do aspirado da medula. Examina-se número, tamanho e forma de cada tipo de célula e as proporções entre células maduras e imaturas. Com esse exame pode ser diagnosticada uma leucemia ou outra neoplasia invadindo a medula óssea. Também podem ser estabelecidos o tipo e a gravidade (estágio) da doença.

Dependendo da suspeita do médico, podem ser feitos outros exames no material da medula óssea, como o cultivo para pesquisar infecções por vírus, bactérias, ou fungos; uso de colorações especiais ou a determinação de marcadores antigênicos (imunofenotipagem) para classificar leucemias; e corantes especiais para pesquisar excesso de reservas de ferro na medula óssea. Algumas vezes ela é usada para pesquisar anormalidades cromossômicas.

Como a amostra é obtida para o exame?

Os procedimentos de aspirado ou biópsia de medula óssea são feitos por um médico. Os dois materiais são colhidos do osso ilíaco. Em adultos, também é obtido do esterno, e em bebês, as amostras são retiradas da tíbia.

O local mais comum de colheita é a crista ilíaca posterior. Antes do procedimento, são medidas a pressão arterial, a frequência cardíaca e a temperatura do paciente. Alguns pacientes tomam um sedativo suave. Ele é colocado de bruços ou de lado, e a parte inferior do corpo é coberta, deixando exposta apenas a área da colheita.

O local é limpo com antissépticos, como iodo, e é usado um anestésico local. Quando a anestesia está completa, o médico insere uma agulha através da pele até o interior do osso. Para o aspirado, o médico conecta uma seringa à agulha e puxa o êmbolo. Esse movimento cria vácuo, que suga um pequeno volume de líquido da medula óssea, usado para preparar esfregaços. Para a biópsia, o médico usa uma agulha especial que retira um cilindro de osso com a medula óssea contida nele.

Mesmo com a anestesia, durante esses procedimentos o paciente pode ter uma sensação desconfortável de pressão. Depois que a agulha é retirada, coloca-se um curativo estéril sobre o local. O paciente fica em repouso durante alguns minutos ou até normalizar o pulso e a pressão arterial, e é instruído para manter o curativo durante 48 horas.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, and Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Nenhuma preparação é necessária.

O exame

Perguntas frequentes

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Fontes do artigo

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