Pap Smear Terminology

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Também chamado: Exame preventivo
Nome formal: Esfregaço de Papanicolaou; esfregaço de colo uterino; citologia de colo de útero e vagina

Terminologia da citologia cervical

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Em abril de 2002 o Journal of the American Medical Association publicou um sistema de classificação para os laudos dos exames de citologia da cérvice uterina, denominado Sistema Bethesda 2001. Essa terminologia foi desenvolvida em uma Conferência de Consenso composta por mais de 50 sociedades médicas e patrocinada pelo National Cancer Institute (National Institutes of Health, US Department of Health & Human Services). Essa versão substituiu o sistema originalmente criado em 1988. No Brasil, o Ministério da Saúde  adotou a classificação Bethesda com algumas pequenas adaptações para a realidade nacional.

Nomenclatura brasileira para laudos de colpocitologia oncótica.

[Veja também News from the National Cancer Institute, Bethesda 2001: A Revised System for Reporting Pap Test Results Aims to Improve Cervical Cancer Screening]

 

Adequabilidade da amostra: Os laboratórios devem relatar se a amostra obtida na cérvice estava adequada e se a qualidade do esfregaço era satisfatória para microscopia. Antes de olhar os resultados, devemos sempre verificar se o esfregaço foi considerado “satisfatório”. Se tiver sido classificado como “insatisfatório”, as razões devem ter sido explicitadas e o esfregaço deve ser repetido em 2 ou 3 meses.

 

Interpretação/Resultados: Nessa parte do laudo são relatados os achados importantes no exame das células. Há quatro seções distintas:

 Amostra negativa para lesão intraepitelial ou malignidade

  • Outras: células endometriais presentes em paciente com 40 anos ou mais
  • Anormalidade nas células epiteliais
  • Outras malignidades

 Negativa para lesão intraepitelial ou maligna:

Trata-se do resultado desejado e é onde o resultado “normal” é relatado. Há duas subcategorias importantes em que são relatadas anormalidades não relacionadas com risco de câncer. São elas:

  •  MICRORGANISMOS: Aqui são relatadas evidências de Trichomonas, fungos (levedura), herpes, ou outras infecções.
  •  OUTROS ACHADOS NÃO NEOPLÁSICOS: Aqui são relatadas as evidências de lesão ou de reação a lesão, anteriormente denominadas “Älterações Celulares Benignas”.

Outras: células endometriais presentes em paciente com 40 anos ou mais:

Essa seção é usada para alertar o médico sobre a presença de células endometriais (células de revestimento uterino)  estão presentes onde normalmente não deveriam estar. Este achado diz respeito ao estado do útero e do endométrio e não do colo uterino.

 
Anormalidade nas células epiteliais:


Nessa seção são relatadas as anormalidades associadas a risco de desenvolvimento de câncer. As anomalias variam desde alterações discretas até câncer bem definido. Há um espectro de alterações. Há dois tipos de células epiteliais no colo uterino (escamosas e glandulares) e as alterações observadas em cada tipo são listadas.

Anormalidades nas células escamosas (células que cobrem a maior parte da região externa do colo uterino)

  • Células escamosas atípicas: de significado indeterminado ou não é possível excluir ou alterações de alto grau
  • Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau
  • Lesão intraepitelial escamosa de alto grau. Uma subcategoria: "com características suspeitas de malignidade”.
  • Carcinoma de células escamosas

O potencial de malignidade aumenta à medida que descemos na lista até o ultimo diagnóstico de carcinoma de células escamosas, que é um câncer invasivo. 

Observação: A cada ano são realizados mais de 50 milhões de exames de citologia nos EUA e são relatados aproximadamente  4.000 novos casos de câncer. A probabilidade de esfregaço positivo para câncer é muito pequena. 

Anormalidade glandulares (cobrem o revestimento  de orifício interno do útero e do canal da cérvice uterina)

  • Células atípicas sem especificação
  • Células atípicas, possivelmente neoplásicas
  • Adenocarcinoma in situ
  • Adenocarcinoma (pode ser endometrial (útero), endocervical (cérvice), extrauterino (com origem fora de útero e cérvice), ou a origem não pode  ser determinada com o exame citológico))

As anormalidades glandulares são muito menos comuns que as escamosas. A lista acima está organizada de forma a que o potencial de malignidade aumente à medida que se segue de cima para baixo. Um diagnóstico como adenocarcinoma in situ (câncer limitado à superfície sem invasão) é um dos diagnósticos mais raros nos esfregaços para exame citológico e frequentemente requer consulta ao patologista.

Outras malignidades:

Outros tumores malignos além de carcinoma primário de células escamosas  e adenocarcinoma glandular ocasionalmente são encontrados em esfregaços e são relatados aqui. 

Caso você não compreenda o laudo do exame, é importante que peça esclarecimentos a seu médico. Noventa e nove por cento dos achados anormais relatados no exame citológico da cérvice são ou totalmente  benignos ou totalmente reversíveis e tratáveis. Contudo, os exames preventivos anuais continuam sendo importantes para assegurar que qualquer problema potencialmente grave seja rapidamente identificado.


- Informações prestadas por Kenneth Sims, MD com base no tópico  "Esfregaço de Papanicolau" na Seção  “Avaliação dos Resultados Anormais de Exames”  do Dr. John Bishops, desenvolvido pelo University Pathology Consortium, LLC.