Carga viral do HIV

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Também chamado: HIV quantitativo
Nome formal: Carga viral do HIV

De relance

Por que fazer este exame?

Para monitorar a evolução do doença por HIV, junto com outros exames laboratoriais, e para orientar o tratamento.

Quando fazer este exame?

Quando é feito o diagnóstico de HIV, duas a oito semanas após início ou alteração do tratamento, a cada três a quatro meses durante o tratamento ou a critério do médico.

Amostra:

Uma amostra de sangue obtida de uma veia do braço.

É necessária alguma preparação?

Nenhuma

A amostra

O que está sendo pesquisado?

Esse exame mede a quantidade (carga viral) no sangue de ácido ribonucleico (RNA) do vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS). Quando uma pessoa é infectada, o HIV invade e destrói células imunológicas, replica-se (produz cópias de si mesmo) e invade linfonodos, baço e outros órgãos. No início da infecção, pode não haver sinais nem sintomas de doença ou apenas sintomas semelhantes aos do resfriado. Com a evolução, há um enfraquecimento progressivo do sistema imunológico e o corpo fica mais susceptível a infecções, como tuberculose e micoses e alguns tipos de câncer, como o sarcoma de Kaposi.

Três a oito semanas após a exposição ao vírus (em casos raros, até seis meses), o corpo começa a produzir anticorpos em resposta à infecção, que podem ser detectados por exames de triagem para HIV. Entretanto, se a exposição foi recente, o nível de anticorpos pode ainda não ser detectável. Nesse período de “janela imunológica”, procura se detectar a exposição pela medida do RNA viral (carga viral) no sangue. Como o nível tecnológico e de recursos para o exame da carga viral é alto, ele não é usado com frequência para diagnóstico. No Brasil, em casos específicos pode ser usado como auxiliar diagnóstico outro teste molecular, chamado qualitativo, que dá uma resposta do tipo “presente” ou “indetectável”. A pesquisa do antígeno p24 pode ser usada para diagnóstico na infecção inicial por HIV.

Com o progresso da doença, o vírus se replica e a carga viral aumenta. A medida da carga viral dá ao médico uma indicação da evolução da doença e da velocidade de replicação do vírus. Com a contagem de linfócitos CD4, ela indica quando o tratamento deve ser iniciado, quando deve ser pesquisada a resistência aos medicamentos e quando deve ser modificado o tratamento. Este pode diminuir a carga viral até níveis indetectáveis, mas não erradica completamente o vírus.

Como a amostra é obtida para o exame?

Uma amostra de sangue obtida com uma agulha de uma veia do braço.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, and Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Nenhuma preparação é necessária.

O exame

Perguntas frequentes

Pergunte ao laboratório

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Fontes do artigo

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NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

Fontes usadas na revisão atual

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Fontes usadas em revisões anteriores

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Janice K. Pinson MT, MBA. Molecular Business Strategies, Birmingham, MI.