Distúrbios hemorrágicos

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Exames laboratoriais

A cascata da coagulação pode ser considerada como tendo dois ramos: a via extrínseca e a intrínseca, que convergem para uma via comum final. Elas vias são sequências de ativação de fatores que terminam na transformação do fibrinogênio em fibrina.

Sob esse enfoque, a investigação de um distúrbio da coagulação é feita por passos. O médico pede inicialmente um tempo de protrombina, que avalia a via extrínseca e a via comum, e um tempo de tromboplastina parcial (TTP), que avalia a via intrínseca e a via comum. Os resultados desses exames orientam as investigações subsequentes. Um hemograma mostra se o paciente está anêmico e avalia a contagem de plaquetas.

O quadro abaixo resumo os exames comuns:

Exames para distúrbios hemorrágicos

Exames pedidos com maior frequência para avaliação de distúrbios hemorrágicos.
ExameAvaliaQuando é pedido/ToResultados anormais indicam
Hemograma Conta e avalia a forma de hemácias, leucócitos e plaquetas; mede a hemoglobina e o hematócrito
  • Exame de rotina
Diminuição da contagem de plaquetas indica tendência hemorrágica
Fatores da coagulação, atividade Exames que medem a atividade de cada fator Avaliação de sangramento Diminuição da atividade de um ou mais fatores indica tendência hemorrágica
Fatores da coagulação, antígeno Exames que medem a quantidade de cada fator por método imunológico Para distinguir deficiência ou alteração química do fator Diminuição da quantidade de um ou mais fatores indica tendência hemorrágica
D-dímeros Mede a atividade fibrinolítica Avaliação de trombose e de coagulação intravascular disseminada Aumento indica crescimento da atividade fibrinolítica, como em tromboses, tromboembolias ou coagulação intravascular disseminada
Inibidores de fatores Exames que pesquisam anticorpos contra fatores da coagulação Avaliação de sangramento excessivo Se estiverem presentes, podem causar deficiências de fatores e sangramento anormal
Produtos de degradação da fibrina Medem a atividade da coagulação e da fibrinólise Avaliação de coagulação intravascular disseminada Aumento indica formação e destruição de coágulos
Fibrinogênio Mede a quantidade de fibrinogênio no sangue Avaliação de sangramento Diminuição pode indicar deficiência de produção ou consumo excessivo. Aumento indica inflamação (proteína de fase aguda).
Tempo de tromboplastina partial (TTP) Avalia em conjunto os fatores da via intrínseca e da via comum
  • Investigação de sangramento
  • Triagem pré-operatória
  • Monitoração de tratamento com heparina
Aumento pode indicar:
  • Deficiência de um ou mais fatores da via intrínseca e da via comum
  • Presença de um inibidor
  • Tratamento com heparina
Agregação plaquetária Avalia a capacidade de agregação das plaquetas Avaliação de sangramento Anormalidades indicam tendência hemorrágica por defeito plaquetário ou doença de von Willebrand
Testes de função plaquetária Métodos automatizados de avaliação da função plaquetária Avaliação de sangramento Triagem pré-operatória Anormalidades indicam tendência hemorrágica por defeito plaquetário ou doença de von Willebrand.
Tempo de protrombina Avalia em conjunto os fatores da via extrínseca e da via comum.
  • Investigação de sangramento
  • Triagem pré-operatória
  • Monitoração de tratamento anticoagulante com cumarínicos
Aumento indica tendência hemorrágica.

 

Cofator da ristocetina Medida indireta da atividade do fator von Willebrand Investigação de sangramento Diminuição indica doença de von Willebrand
Tempo de trombina Medida do fibrinogênio e de inibidores da trombina Investigação de sangramento Investigação de sangramento
Antígeno von Willebrand Medida da quantidade de fator von Willebr Investigação de sangramento Diminuição indica doença de von Willebrand

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