Doenças renais

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Exames

Exames de sangue e de urina detectam problemas renais e permitem minimizar as lesões. Eles mostram a eficiência da remoção de água e de resíduos pelos rins. Além disso, a pressão arterial deve ser medida porque hipertensão arterial pode causar lesão renal, e doenças renais podem causar hipertensão arterial. Quando há suspeita de lesões estruturais, são usados diversos exames de imagem. Uma biópsia renal é útil para diagnosticar problemas específicos.

Exames comuns para triagem e diagnóstico
Podem ser medidas no sangue a creatinina (e a taxa de filtração glomerular estimada) e a ureia. Os níveis desses resíduos aumentam quando diminui a filtração glomerular. Resultados anormais são, com frequência, os primeiros sinais de uma doença renal. Ao mesmo tempo, é examinada uma amostra de urina (urinálise) como parte da rotina, para verificar se há presença de hemácias, leucócitos ou proteínas. Em pessoas com diabetes ou com hipertensão arterial, pesquisa-se microalbuminúria anualmente para detectar lesão renal inicial. Quando a creatinina é medida ao mesmo tempo, é possível calcular a relação microalbuminúria/ creatinina, recomendada pela American Diabetes Association, dos EUA. Se há suspeita de infecção, ela pode ser confirmada pela cultura de urina.

Exames para monitorar a função renal
Em pacientes com lesão renal, os níveis sanguíneos de ureia e de creatinina são medidos periodicamente para acompanhar a evolução da doença. Cálcio e fósforo no sangue, e eletrólitos no sangue e na urina podem ser afetados por doenças renais. O hemograma avalia o grau de anemia resultante da falta de eritropoietina, hormônio produzido nos rins que estimula a produção de hemácias. A proteinúria é usada para avaliar o resultado do tratamento na síndrome nefrótica. O paratormônio (PTH) pode estar elevado em doenças renais.

A cistatina C é outro exame usado como alternativa à creatinina e ao clearance da creatinina para monitorar a função renal. É útil nos casos em que a medida da creatinina não é adequada, como em pessoas com cirrose hepática, muito obesas, desnutridas ou com massa muscular reduzida. A medida da cistatina C também é utilizada para a detecção precoce de doença renal, quando outros parâmetros ainda estão normais, especialmente em idosos.

DoençaExames usados no diagnósticoExames para acompanhamento
Insuficiência renal crônica ureia, creatinina, taxa de filtração glomerular estimada, urinálise ureia, creatinina, taxa de filtração glomerular estimada, eletrólitos, cálcio, fosfato, fosfatase alcalina, paratormônio, hemograma
Infecções urinárias urinálise, cultura de urina urinálise, cultura de urina
Cálculos renais imagens, urinálise sódio, cálcio, fosfato, citrato, oxalato, ácido úrico na urina
Síndrome nefrótica urinálise, albumina, proteínas totais, colesterol, proteinúria, anticorpos antinúcleo, exames para hepatite B, exames para hepatite C, complemento proteinúria, colesterol, ureia, creatinina, taxa de filtração glomerular estimada
Síndrome nefrítica urinálise, ureia, creatinina, taxa de filtração glomerular estimada, albumina, proteinúria, anticorpos antinúcleo, antiestreptolisina O, anticorpos anti-membrana basal glomerular, anticorpos citoplasmáticos anti-neutrófilo ureia, creatinina, taxa de filtração glomerular estimada, urinálise
Doença renal devida a diabetes melito ou hipertensão arterial microalbuminúria microalbuminúria, proteinúria, ureia, creatinina, taxa de filtração glomerular estimada

Exames de imagem
Quando há suspeita de um problema estrutural ou de um bloqueio, são feitas imagens dos rins. Usam-se ultrassonografia, tomografia computadorizada, cintilografia e diversas técnicas radiológicas, como pielografia, urografia excretora, cistografia e arteriografia renal.

Biópsia renal
Biópsias são usadas para determinar a causa de proteinúria ou de hematúria e para monitorar o resultado do tratamento. São obtidas com agulhas orientadas usando-se recursos de imagem.

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