Nome formal
Contagem de linfócitos CD4; Contagem de linfócitos CD8; Relação CD4/CD8
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Este artigo foi modificado pela última vez em
23 de Maio de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Em geral, esse exame é usado para avaliar a função do sistema imunológico em pessoas com diagnóstico de infecção pelo HIV . Ocasionalmente pode ser usado com outros problemas (veja perguntas frequentes 4).

Quando fazer este exame?

O exame é feito logo após o diagnóstico de infecção pelo HIV, para avaliar o estado basal do sistema imunológico, entre duas a quatro semanas após o início do tratamento antiviral e depois a cada três a quatro meses.

Amostra:

Uma amostra de sangue obtida de uma veia do braço.

É necessária alguma preparação?

Nenhuma

O que está sendo pesquisado?

O exame determina a quantidade no sangue de linfócitos com marcadores de superfície chamados CD4 e CD8. São tipos de leucócitos que têm funções importantes no sistema imunológico. Formam-se no timo, nos linfonodos e no baço e circulam na corrente sanguínea.

Os linfócitos CD4 são também chamados linfócitos “helper” ou auxiliares. Têm um papel importante na identificação, no ataque e na destruição de bactérias, fungos e vírus que invadem o corpo. Os linfócitos CD4 são o principal alvo do HIV. Ele se liga à superfície dessas células e as penetra e/ou se replica (produz cópias de si mesmo) imediatamente, destruindo-as, ou permanece em repouso, adiando a replicação. O número de linfócitos CD4 circulantes diminui com o aumento da infecção. Essa diminuição progressiva pode durar anos até o aparecimento dos sintomas associados à AIDS. O tratamento reduz a quantidade de vírus no corpo e retarda a queda dos linfócitos CD4.

Os linfócitos CD8, também chamados supressores ou citotóxicos, participam da identificação e da destruição de células infectadas por vírus ou afetadas por câncer. Produzem substâncias que dificultam a replicação do HIV.

Esses exames determinam a quantidade de linfócitos CD4 e CD8 no sangue, para avaliar o estado do sistema imunológico em pessoas infectadas pelo HIV. Em geral, são feitos em conjunto com a carga viral do HIV. Com o progresso da doença, o número de linfócitos CD4 diminui. Essa diminuição pode ser expressa em números absolutos ou em relação ao total de linfócitos, como uma percentagem, ou como uma relação entre linfócitos CD4 e CD8.

A contagem de linfócitos CD4 e CD8 é usada com maior frequência para monitorar o progresso da infecção pelo HIV, mas pode ser usada em outras ocasiões, como em linfomas e transplantes de órgãos. Veja Perguntas frequentes 4)

Como a amostra é obtida para o exame?

Uma amostra de sangue é obtida inserindo uma agulha em uma veia do braço.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Nenhuma preparação é necessária.
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Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    Quando uma pessoa tem o diagnóstico de HIV, a contagem de CD4, a percentagem de CD4 e a relação CD4/CD8 são usadas para avaliar o progresso da doença. Os linfócitos CD4 são o principal alvo do HIV, e seu número diminui com a evolução da doença. Como os CD4 são destruídos com maior rapidez que outros tipos de linfócitos, e as contagens absolutas variam a cada dia, é útil determinar o número de CD4 comparado com o de outros tipos de linfócitos. Com frequência, a contagem de CD4 é comparada com a contagem total de linfócitos, e os resultados são expressos como uma percentagem. Ou a contagem de CD4 é comparada com a contagem de linfócitos CD8, e o resultado é expresso em uma relação.

    A contagem e a percentagem de linfócitos CD4, assim como a relação CD4/CD8, avaliam o estado do sistema imunológico e o risco de complicações e de infecções debilitantes. Esses exames são usados juntamente com a carga viral do HIV, que mede a quantidade de vírus no sangue, para avaliar o progresso e o prognóstico da doença e a eficácia do tratamento.

    Algumas vezes, esses exames são usados para diagnosticar ou monitorar outras situação clínicas, como linfomas, transplante de órgãos ou a síndrome de DiGeorge (veja Perguntas frequentes 4).

  • Quando o exame é pedido?

    As contagens de linfócitos CD4 e CD8 são pedidas com uma carga viral do HIV quando é feito o diagnóstico de HIV, como parte de uma avaliação basal. Devem ser repetidas cerca de duas a oito semanas após o início ou após uma modificação do tratamento, e a cada três a quatro meses enquanto o tratamento for mantido.

  • O que significa o resultado do exame?

    A contagem de linfócitos CD4 pode ser interpretada como um número absoluto, em relação à contagem de CD8 ou como uma percentagem do total de linfócitos. Em geral, os valores diminuem com o progresso da doença. Os resultados variam mesmo quando não há alteração do estado clínico do paciente. Deve ser considerada a tendência de variação de diversos resultados seguidos, e não um resultado isolado.

    Se a contagem de linfócitos CD4 diminuir durante vários meses, o médico pode iniciar ou alterar o tratamento com antirretrovirais ou iniciar o tratamento profilático de infecções oportunísticas, como pneumonia por Pneumocystis ou infecção por Mycobacterium avium. A contagem de CD4 deve se estabilizar ou aumentar com o tratamento eficaz.

    De acordo com a orientação das autoridades de saúde pública, o tratamento preventivo deve ser iniciado quando a contagem de linfócitos CD4 estiver abaixo de 200/mm3. Alguns médicos preferem começar mais cedo, com uma contagem de 350/mm3. As autoridades consideram que pessoas com contagens abaixo de 200/mm3 têm AIDS, mesmo que não apresentem sinais ou sintomas da doença.

  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

    A contagem de CD4 tende a ser mais baixa de manhã que à tarde. Doenças agudas, como pneumonia, gripe ou infecção por herpes simples podem causar diminuição temporária das contagens. Quimioterapia pode diminuir muito as contagens.

    A contagem de linfócitos CD4 nem sempre reflete o estado clínico do paciente. Algumas pessoas com contagens mais altas ficam doentes e têm complicações frequentes, e outras com contagens mais baixas sentem-se bem e têm poucas complicações clínicas.

  • Como o HIV é diagnosticado?

    A triagem e o diagnóstico de HIV são feitos com uma pesquisa de anticorpos anti-HIV cerca de duas a oito semanas após a exposição ao vírus. Se a exposição for mais recente, podem ser usadas a pesquisa de antígeno p24 ou a carga viral de HIV ou o teste molecular qualitativo para detectar o vírus no sangue.

  • Quais são as infecções oportunísticas mais frequentes em pessoas com HIV?

    O Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos EUA, relaciona 26 infecções oportunísticas em sua definição de AIDS. Veja aqui uma lista das mais comuns.

  • Quais são as opções de tratamento quando as contagens de linfócitos CD4 estão baixas?

    O paciente e o médico devem discutir as opções de tratamento para determinar qual é a melhor. A página da Mayo Clinic HIV/AIDS: Treatment and drugs, dos EUA, tem informações detalhadas (em inglês) sobre os diversos tratamentos. No Brasil, as opções de tratamento são guiadas pelo Ministério da Saúde.

  • A contagem de CD4 é usada em outras circunstâncias além do HIV?

    Sim. Pode ser pedida quando um paciente recebe um transplante de órgão, para avaliar os efeitos de medicamentos imunossupressores. Nos transplantes, o sistema imunológico deve ser suprimido para que não ataque o órgão transplantado e cause rejeição. Nesse caso, é desejável uma contagem baixa de linfócitos CD4, que pode ser repetida periodicamente para monitorar a eficácia do tratamento.

    As contagens de linfócitos CD4 e CD8 também podem ser usadas para classificar linfomas. Esses marcadores de superfície de linfócitos e diversos outros são usados para determinar o tipo de célula que está proliferando e indicar o tratamento adequado.

    Esses exames podem ser usados também no diagnóstico da síndrome de DiGeorge, um distúrbio congênito que inclui deficiência de linfócitos T no sangue. Mais informações sobre a síndrome de DiGeorge podem ser obtidas no site da Mayo Clinic (em inglês), dos EUA.

Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.

 

Fontes usadas na revisão atual

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Fontes usadas em revisões anteriores

Thomas, Clayton L., Editor (1997). Taber’s Cyclopedic Medical Dictionary. F.A. Davis Company, Philadelphia, PA [18th Edition].

Pagana, Kathleen D. & Pagana, Timothy J. (2001). Mosby’s Diagnostic and Laboratory Test Reference 5th Edition: Mosby, Inc., Saint Louis, MO.

Janice K. Pinson MT, MBA. Molecular Business Strategies, Birmingham, MI.