Também conhecido como
Testosterona total
Nome formal
Testosterona
Este artigo foi revisto pela última vez em
Este artigo foi modificado pela última vez em
24 de Maio de 2018.
De relance
Por que fazer este exame?

Para detectar níveis anormais de testosterona em pacientes do sexo masculino ou feminino. Nos homens, níveis anormais ajudam a explicar dificuldades com a ereção (disfunção erétil), para engravidar a parceira (infertilidade) ou puberdade prematura ou tardia. Nas mulheres, ajuda a explicar o surgimento de características masculinas (virilização), dificuldade de engravidar, além de servir como indicador da Síndrome do Ovário Policístico (SOPC).

Quando fazer este exame?

Pacientes do sexo masculino com suspeita de infertilidade ou que tenham dificuldade de manter a ereção, jovens do sexo masculino com maturidade sexual prematura ou tardia, jovens do sexo feminino que apresentam traços masculinos, como engrossamento da voz ou pelos corporais em excesso (hirsutismo) ou que se apresentam com amenorreia ou infertilidade.

Amostra:

Amostra de sangue retirada de veia do braço.

O que está sendo pesquisado?

A testosterona é um hormônio esteróide (androgênio) produzido por tecido endócrino especializado (as células de Leydig) nos testículos. Sua produção é estimulada e controlada pelo hormônio luteinizante (LH), que é sintetizado na adenoipófise . A testosterona é regulada por mecanismo de retroalimentação (feedback) negativa. À medida que sua concentração aumenta, o LH diminui. Mas se este aumenta, provoca redução dos níveis de testosterona. Este hormônio aumenta durante o dia, com pico nas primeiras horas da manhã (entre 4 a 8h) e tem níveis menores no final da tarde (entre 16 a 20h). Seus níveis também aumentam com atividades físicas, mas são reduzidos com a idade. Cerca de dois terços da testosterona circula na corrente sanguínea ligada a uma proteína ligadora, e pouco menos de um terço se mantém ligado à albumina. Um porcentual pequeno (cerca de 1% a 4%) circula como testosterona livre.

Nos indivíduos do sexo masculino, a testosterona estimula o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, incluindo aumento do tamanho do pênis, crescimento de pelos, desenvolvimento dos músculos e engrossamento da voz. Encontra-se presente em grande quantidade em pessoas do sexo masculino durante a puberdade e em adultos jovens para regular o impulso sexual e manter a massa muscular. A testosterona também é produzida nas suprarrenais de ambos os sexos e, em pequena quantidade, pelos ovários. Nas mulheres, é convertida em estradiol, o principal hormônio sexual feminino.

Como a amostra é obtida para o exame?

Uma amostra de sangue é colhida de veia do braço.

NOTA: Se exames médicos em você ou em alguém importante para você o deixam ansioso ou constrangido, ou se você tem dificuldade de lidar com eles, leia um ou mais dos seguintes artigos: Lidando com dor, desconforto ou ansiedade durante o exame, Conselhos sobre exames de sangue, Conselhos para ajudar crianças durante exames médicos, e Conselhos para ajudar idosos durante exames médicos.

Outro artigo, Siga essa amostra, fornece uma visão da coleta e do processamento de uma amostra de sangue e de uma amostra de cultura da garganta.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Não há necessidade de preparo.

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Perguntas frequentes
  • Como o exame é usado?

    A dosagem de testosterona é usada como ferramenta diagnóstica em homens, mulheres e meninos:

  • Quando o exame é pedido?

    No sexo masculino, o teste é solicitado junto com dosagens de FSH e LH, quando a puberdade é tardia ou demora a se desenvolver. Embora haja diferenças individuais quanto à idade de início da puberdade, geralmente em torno dos dez anos de idade já se observam manifestações hormonais e físicas do início da puberdade no sexo masculino. Alguns sintomas de puberdade tardia:

    • Atraso no desenvolvimento da massa muscular.
    • Ausência de engrossamento da voz ou de crescimento de pelos corporais.
    • Crescimento lento ou tardio dos testículos e do pênis.

    É possível haver atraso quando os testículos não produzem testosterona suficiente ou se a hipófise não produz LH suficiente. O teste também pode ser feito se um jovem estiver com sinais de puberdade muito precoce com características sexuais secundárias evidentes. Dentre as causas de puberdade precoce masculina causada por aumento de testosterona estão diversos tumores e hiperplasia suprarrenal congênita.

    Nos homens adultos é possível fazer o exame quando há suspeita de infertilidade ou quando o paciente se queixa de perda de interesse sexual ou de disfunção erétil. Ambas podem ser causadas por níveis baixos de testosterona. Outros sinais são ausência de barba e pelos corporais, redução da massa muscular e desenvolvimento de tecido mamário (ginecomastia).

    No sexo feminino, o teste de testosterona pode ser solicitado quando a paciente se apresenta com ciclos menstruais irregulares ou ausentes (amenorreia), dificuldade para engravidar ou com características masculinas, como pelos em face e tronco, calvície de padrão masculino e engrossamento da voz. Os níveis de testosterona podem aumentar em razão de tumores que se desenvolvem em ovário ou na suprarrenal, ou devido a outras condições como a Síndrome do Ovário Policístico (SOPC).

  • O que significa o resultado do exame?

    Os limites de normalidade para os níveis de testosterona são bastante amplos e variam com o estágio de maturidade e com a idade. É normal que se reduzam com a idade. Níveis reduzidos (hipogonadismo) no sexo masculino podem ser causados por:

    • Distúrbios hipotalâmicos ou hipofisários.
    • Doenças genéticas que causem redução da produção de testosterona em homens jovens (síndromes de Klinefelter, Kallman, e Prader-Willi) ou insuficiência testicular e infertilidade (como na distrofia miotônica, uma forma de distrofia muscular).
    • Redução na produção de testosterona provocada por lesão adquirida dos testículos, como em alcoolismo, lesão física ou doença viral como a caxumba.

    O aumento nos níveis de testosterona em pacientes masculinos pode indicar:

    • Tumores testiculares.
    • Tumores suprarrenais produtores de testosterona.
    • Uso de androgênios (também chamados esteroides anabolizantes).
    • Puberdade precoce de causa desconhecida.
    • Hipertireoidismo.
    • Hiperplasia suprarrenal congênita.

    Nas mulheres, os níveis de testosterona normalmente são baixos. O aumento pode indicar:

    • SOPC
    • Tumor de ovário ou de suprarrenal.
    • Hiperplasia suprarrenal congênita.
  • Há mais alguma coisa que eu devo saber?

     Alcoolismo e doenças hepáticas podem reduzir os níveis de testosterona no sexo masculino. O mesmo ocorre com alguns medicamentos, como androgênios e corticosteroides.

     O câncer da próstata é sensível aos androgênios e, assim, muitos pacientes com essa doença em estágio avançado são tratados com medicamentos que reduzem o nível de testosterona.

    Medicamentos como anticonvulsivantes, barbitúricos e o clomifeno podem elevar os níveis de testosterona. As mulheres submetidas à terapia estrogênica costumam apresentar níveis elevados desse hormônio.

  • Os pacientes com nível baixo de testosterona podem ser beneficiados com suplementação desse hormônio?

    Talvez. Os suplementos de testosterona, em adesivo ou injetáveis, aumentam os níveis de testosterona. O tratamento pode aliviar alguns sintomas e prevenir a perda das massas muscular e óssea que ocorre com o envelhecimento dos homens. Entretanto, esses benefícios não foram definitivamente comprovados e há preocupação quanto a possibilidade de que a terapia de reposição de testosterona aumente o risco de câncer da próstata. Embora homens com disfunção erétil possam apresentar níveis reduzidos de testosterona, em muitos casos a reposição desse hormônio não melhora o sintoma em razão de haver outras condições subjacentes. Portanto, consulte seu médico para avaliação clínica e orientação sobre a indicação desse tipo de tratamento.

  • Por que uma mulher precisaria ter sua testosterona dosada?

    O organismo feminino também produz testosterona, ainda que em pequenas quantidades. A testosterona é necessária para manter o equilíbrio hormonal e ajudar no funcionamento normal do organismo. Se o organismo feminino estiver produzindo testosterona em excesso, é possível que haja mais pelos do que o normal ou ausência de menstruação ou, ainda, infertilidade. O teste de testosterona, em conjunto com o de outros hormônios, pode ajudar o médico a compreender a causa dos sintomas.

  • A quantidade de pelos corporais é diretamente proporcional à quantidade de testosterona?

    Há trabalhos que demonstraram relação de proporcionalidade entre níveis de testosterona e quantidade de pelos corporais. O crescimento capilar responde à testosterona de forma diferente nas diferentes regiões do corpo. Em alguns homens, por exemplo, a testosterona promove crescimento capilar em abdome e dorso e suprime no couro cabeludo, levando à calvície de padrão masculino. A genética tem papel primordial na expressão da enzima 5-alga-redutase, que converte a testosterona no composto Diidrotestosterona, capaz de produzir alterações capilares, causando a tendência familiar à calvície. O medicamento finasterida inibe a ação da 5-alfa-redutase e pode reverter a calvície em alguns homens.

  • Qual é o significado da testosterona livre e biodisponível?

    A testosterona encontra-se presente no sangue nas formas “livre” (1% a 4%) e ligada. Esta última pode ser frouxamente ligada à albumina, um proteína sérica, ou ligada a uma proteína específica, denominada Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG). A ligação entre testosterona e albumina não é muito forte e é facilmente reversível. Por isso, a expressão "testosterona biodisponível" refere-se à soma da testosterona livre com a ligada à albumina. Também pode ser usada "fração de testosterona não ligada à SHBG". Sugeriu-se que a biodisponível seja a fração de testosterona circulante capaz de penetrar rapidamente nas células e que represente melhor a bioatividade do hormônio do que a medida simples da testosterona total. Além disso, níveis variáveis de SHBG podem resultar em dosagens imprecisas da testosterona biodisponível. Níveis reduzidos de SHBG ocorrem em pacientes obesos, com hipotireoidismo, fazendo uso de androgênio e com síndrome nefrítica. Níveis aumentados são encontrados em casos de cirrose, hipertireoidismo e uso de estrogênio. Nessas situações a dosagem da testosterona livre talvez seja mais útil. Contudo, sua a dosagem acurada é tecnicamente difícil.

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Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests Online Conselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas

 

Sources Used in Current Review

Pagana K, Pagana T. Mosby's Manual of Diagnostic and Laboratory Tests. 3rd Edition, St. Louis: Mosby Elsevier; 2006, Pp 481-484.

(January 2006) The Hormone Foundation. Low Testosterone and Men’s Health. PDF available for download at http://www.hormone.org/Resources/Reproduction/upload/bilingual_Testosterone.pdf through http://www.hormone.org. Accessed January 2009.

(January 2008) Eugster E, Palmert M, eds. The Hormone Foundation. Precocious Puberty. PDF available for download at http://www.hormone.org/Resources/Growth/upload/bilingual_precocious_puberty.pdf through http://www.hormone.org. Accessed January 2009.

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(December 9, 2008) Mayo Clinic. Male hypogonadism. Available online at http://www.mayoclinic.com/health/male-hypogonadism/DS00300 through http://www.mayoclinic.com. Accessed January 2009.

Sources Used in Previous Reviews

Clinical Chemistry: Theory, Analysis, Correlation. 3rd Edition. Lawrence A. Kaplan and Amadeo J. Pesce, St. Louis, MO. Mosby, 1996.

Clinical Chemistry: Principles, Procedures, Correlations. Michael L. Bishop, Janet L. Duben-Engelkirk, Edward P. Fody. Lipincott Williams & Wilkins, 4th Edition.

The Gale Encyclopedia of Childhood and Adolescence: Testosterone. Available online at http://www.findarticles.com/p/articles/mi_g2602 through http://www.findarticles.com.

Laurence M. Demers, PhD. Distinguished Professor of Pathology and Medicine, The Pennsylvania State University College of Medicine, The M. S. Hershey Medical Center, Hershey, PA.